Tendências do Marketing de Afiliados para 2017

Marketing, 30 de março de 2017

Nossa Head of Marketing, Amanda Santoro, escreveu uma matéria especial na 37ª edição da Revista do E-Commerce Brasil. Confira essa matéria exclusiva e todas as novidades do mercado de afiliados a seguir:

Hoje cerca de 25% de todas as vendas dos e-commerces nos Estados Unidos passam pelo Marketing de Afiliados, um percentual similar à representatividade do email marketing. Apesar de as taxas serem mais tímidas aqui no Brasil, na casa dos 10%, temos visto o mercado amadurecer quanto ao poder da afiliação no faturamento nosso de cada dia.

Quando comecei neste mercado, cerca de cinco anos atrás, sentia que os clientes – e-commerces, varejistas e agências de publicidade – desconheciam ou encaravam o Marketing de Afiliados como um “teste”, um verdadeiro patinho feio dentre todas as formas de investimento em mídia. Hoje grande parte deles já incorporou a estratégia em seu escopo de faturamento e, inclusive, possui pelo menos um profissional dedicado a cuidar dessa vertente.

Nesses cinco anos muita coisa mudou, inclusive a forma de investir. Agora cada real consumido precisa fazer sentido e o Marketing de Afiliados, o core dos nossos negócios, atua justamente na veia disso tudo. Ou seja, na performance. Mas não é porque trabalho neste meio que acredito na afiliação. Algumas tendências apontam para um ano muito produtivo deste mercado!

Todo mundo quer economizar

Desde 1887, quando a Coca Cola inventou o primeiro cupom de desconto, as pessoas têm procurado por incentivos que abatam o valor total das suas compras. Acrescente a isso o fato de que o índice de desemprego fechou em 11,6% no terceiro trimestre de 2016, o que coloca o Brasil na sétima posição do ranking quando o assunto são pessoas sem postos de trabalho formais.

Ou seja, o brasileiro pisou no freio e apertou o bolso, e esse cenário tem estimulado organicamente a procura por sites de ofertas, cupons de desconto e cashbacks. E sabem quem são alguns dos maiores players do nosso segmento? Justamente sites de ofertas, cupons de descontos e cashbacks!

Esse aumento natural de interesse por serviços disponibilizados por parceiros das plataformas de afiliação é um dos indicadores de que o mercado continuará crescendo em 2017, especialmente no Brasil.

Mais dados, mais vendas

Clientes, plataformas e afiliados devem encabeçar juntos o objetivo comum de entender a trajetória do consumidor. Com a evolução da tecnologia, os dados podem ser cada vez mais compreendidos e absorvidos pelas operações, agora capazes de incorporar esses insights nas estratégias de vendas. A afiliação aparece aqui como parte importantíssima do processo de decisão do consumidor e, portanto, do comportamento dele na hora de comprar.

Com esse objetivo comum, as três partes envolvidas devem investir em 2017 para entender o processo no âmbito macro, evoluindo nos modelos de atribuição e na tecnologia para acompanhar passo a passo do ciclo. Com isso, o mercado ganha mais insumos para garantir estratégias assertivas de alavancagem de vendas.

Trackeamento cross-device

As vendas em mobile vem crescendo dia após dia e este é um processo que devemos ver ainda nos próximos anos. Falar em “mobile first” deixou de ser tendência, hoje é quase um mandamento em quase todas as operações online. Uma resposta a isso deve ser a implementação de comissões mais atrativas para afiliados que promoverem aplicativos mobile e investirem no modelo de comissionamento por CPI (Custo por Instalação).

Mas para a roda girar como deve, todos devem fazer a sua parte. Em 2017 afiliados de mercados mais desenvolvidos, como Estados Unidos e Europa, devem implementar tecnologias que permitam o trackeamento cross-device. Por outro lado, anunciantes devem garantir a mensuração de modelos de atribuição nesses dispositivos, algo que ainda poucos colocaram em prática.

O conteúdo ainda é rei!

As vendas serão cada vez mais endossadas por influenciadores e especialistas nichados capazes de mobilizar a opinião pública sobre um produto ou serviço. Segundo o eMarketer, o marketing de influência movimentou somente no Instagram um total de US$570 milhões em 2016. Outro dado interessante é que os influenciadores aumentaram em até 35% as vendas de produtos fashion e artigos de luxo no ano passado.

Ao trabalhar com o Marketing de Afiliados, os anunciantes têm à sua disposição um arsenal de evangelizadores e embaixadores de marca, que atuam justamente no nicho e público-alvo desejado pelo cliente. Isso sem dispender grandes quantias, pois eles ainda pagarão somente pela performance final dos seus produtos e serviços.

Se esses argumentos por si só não forem convincentes, uma boa maneira de pensar no Marketing de Afiliados é como uma estratégia de alto valor e baixo risco capaz de garantir vendas e awareness para os e-commerces. É um tiro certo para garantir revenue em tempos incertos e, portanto, a sua carta na manga para este ano de 2017.

 

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